O que esta mais precario no Ceará?

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Cabral cobra apoio dos prefeitos do PT, diz jornal.

quinta-feira, 20 de junho de 2013


-Reprodução -


Uma reportagem publicada no 'Jornal do Brasil' na última sexta, 15 de junho, afirma que o atual governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, exercerá todo seu poderio econômico e político para pressionar os dez prefeitos do Partido dos Trabalhadores no Rio a darem apoio ao vice, Pezão, na campanha do próximo ano.




Segundo o jornal, o encontro, marcado para um almoço no Palácio Guanabara,será uma continuação da reunião realizada no último dia 11 pelo prefeito de Niteroi, Rodrigo Neves – ex-secretário de Cabral – que tinha o mesmo objetivo e representou um confronto com a decisão do Diretório Estadual do PT que decidiu pela candidatura própria.





Neves levou um puxão de orelha da bancada do PT na Assembleia Legislativa por ter organizado a reunião com os prefeitos. Ao final desse encontro, a maioria dos dez prefeitos petistas não assinou a nota distribuída pela assessoria de Neves e, constrangidos e acuados, sequer comentaram a reunião. A segunda etapa da pressão, no almoço desta segunda, também colocará os prefeitos numa situação difícil. Segundo uma alta fonte do PT do Rio, não há como eles recusarem o ”convite” de Cabral e o encontro, ressalta, deverá ser “um verdadeiro festival de constrangimentos”.





- Reprodução -




-Reprodução -

Ainda de acordo com a publicação, o almoço organizado pelo governador faz parte de sua tática de manter o PT do Riosob tensão e, indiretamente, pressionar a presidente Dilma a aceitar Pezão como candidato único nas eleições do próximo ano. Aproveitando-se de um momento delicado por que passa a presidente, Cabral não deixa passar o momento que lhe é favorável e volta à carga usando todas as armas que estão à sua disposição.


Agora é mais fácil entender o motivo da possível candidatura de Lindberg Farias não ser vista com bons olhos, pois além de Pezão ainda não ter muita popularidade, por questões partidárias, o jovem senador teria o apoio de Dilma Rousseff e Lula.



- Reprodução -


Enquanto isso, em Campos dos Goytacazes, uma das cidades mais ricas do Brasil, o ex-governador Anthony Garotinho e sua esposa Rosinha Garotinho contam com o apoio de dezenas de vereadores que poderão apoiar uma possível candidatura de Garotinho, presidente do Diretório Estadual do Partido da República.







(*) Momento Verdadeiro/Com informações do JB.
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Como avaliar se um deputado ou vereador ou prefeito merece seu voto?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O cientista político Humberto Dantas e o Movimento Voto Consciente acabam de lançar um livro para combater uma das principais dificuldades dos brasileiros: votar bem.

O deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o TiriricaO brasileiro não é um povo especialmente interessado em política, seja no debate, na participação direta ou apenas no acompanhamento do noticiário. Se essa afirmação é verdadeira ou não, o fato é que foi esse item que fez o país ficar bem atrás dos líderes mundiais em qualidade de democracia, segundo pesquisa global da Economist Intelligence Unit divulgada no mês passado.

Em entrevista à EXAME.com, Dantas aborda parte do receituário mais simples para julgar vereadores, deputados e prefeitos. E deixa claro que não adianta apenas demonizar os políticos, “o espelho mais fiel da sociedade”, segundo ele. Confira a seguir trechos da entrevista.

Muitos deputados e vereadores respondem a processos criminais. Vale a pena peneirar o voto com base nesses processos?

Dantas - Se ele, o eleitor, não olhar para o histórico daqueles que ele deseja que o representem e este histórico não inclua aspectos de ordem criminal ou boa administração pública, este sujeito está abrindo mão de fazer a melhor escolha possível para sua realidade.

Eu acho, sinceramente, que o parlamento é o espelho mais fiel da sociedade brasileira. A Câmara é um espelho absolutamente fiel. Lá dentro tem gente que não esta nem aí para nada, tem gente preconceituosa, e tem também pessoas boas. Na sociedade também tem tudo isso. “Ah, mas esse cara está me chamando de bandido?” Estou. Somos no mínimo coniventes com tudo o que acontece em termos políticos. Temos um poder gigantesco do qual cotidianamente abrimos mão. Se o parlamento é o que é, é porque o brasileiro é o que é.

O que deve ser analisado para diferenciar os bons dos ruins?

Dantas -  Acima de tudo, o vereador tem que ser legislador, fiscalizador e ainda transparente. Esse é o princípio constitucional do parlamento. Ou seja, primeiro, ele tem que propor alguma coisa ou reformar algo que vem do executivo. Ele tem que trabalhar em cima das leis do munícipio, seja no sentido de criá-las, aperfeiçoá-las, relatá-las ou mesmo consolidá-las.

Se ele passou quatro anos e não apresentou nenhum projeto, então já se pode concluir sem maiores pesquisas que ele é um vereador ou deputado ruim?

Dantas - Sob os olhos da própria lei, esse cara não é um bom legislador. O segundo critério é ser fiscalizador: fiscalizar o executivo, convocar um secretário para justificar ações, debater, pedir informação e auditorias ao Tribunal de Contas.

Por exemplo, imaginemos uma cidade serrana do Rio. Vamos supor que houvesse recursos da prefeitura para resolver problemas de encostas na ordem de 100 milhões. Mas o vereador vê que, oras, “estamos em novembro e gastamos apenas 2 milhões. Logo chega janeiro e voltam as chuvas”. Essa atividade é fundamental. Mesmo assim, tem um monte de gabinetes na Câmara Municipal de São Paulo, por exemplo, que nem sabem como funciona a ferramenta de acompanhamento do governo municipal.

A terceira questão é transparência – ele precisa prestar informação do que está fazendo, justamente para facilitar o que estamos falando. Ele pode se expor à sociedade pelo seu site e Facebook, por exemplo. “Ah, mas o site dele aceita qualquer coisa”, podem dizer. O cidadão também tem a obrigação de contrapor informações. Na verdade, as pessoas precisam entender que legislativo é um conjunto. Dificilmente alguém vai entender o legislativo a partir de uma única peça.

E como avaliar o executivo, isto é, os prefeitos e governadores?

Dantas - A grande questão é que o executivo é responsável pelas políticas públicas palpáveis, mais facilmente percebidas pelo cidadão. O cara lê na Unidade Básica de Saúde e sabe que se trata de competência do executivo municipal. No carro da PM está escrito que é da “PM do Estado de São Paulo”. No programa de casas populares, Minha Casa Minha Vida, tem uma placa com “programa do governo federal”. A grande questão é que o cidadão não faz qualquer ideia para quê serve um vereador, deputado estadual ou federal. Via de regra, as pessoas olham para legislativo sonhando com leis que resolvam problemas pontuais, transformando o vereador em um prefeitinho e o deputado estadual em um governadorzinho.

Qual a consequência desse desconhecimento?

Dantas - Se você passar meio dia em uma câmara municipal, vai ver a fila de cidadãos pedindo coisas como tijolos, remédios, dentadura, vaga em creches e cesta básica. Ou seja, não são pessoas solicitando aprovação de projetos de leis ou grandes atitudes ou grandes fiscalizações, são pessoas que vão pedir gentilezas e benesses. Você pode ligar para 10 vereadores. O cara vai dizer que o cotidiano dele é rigorosamente esse.

O Brasil não se posicionou tão bem em um ranking de democracia global por falta de participação e cultura política. Dantas - Não somos educados politicamente. O menino sai da escola sem saber o que é um coeficiente partidário e eleitoral. Isso é obsceno. Eu brinco quando vou dar aula que, com todo a respeito, “envergonho-me de ter que vir explicar o que é politica, o que é democracia”. Nas escolas, forma-se qualquer coisa, menos cidadãos.
Fonte: Exame
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Roberto Pessoa confirma visita da Polícia Civil em sua residência

sexta-feira, 12 de abril de 2013




O ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR), disse à redação web do Diário do Nordeste que houve uma operação da Polícia Cívil de busca e apreensão em sua residência na última quarta-feira (10), por volta das 14 horas, no Bairro Praia de Iracema em Fortaleza.




Roberto Pessoa disse que se sentiu intimidado e chateado com a operação da Polícia Civil Foto: Waleska Santiago




Segundo Roberto Pessoa, a operação da Polícia Civil durou cerca de uma hora e um notebook do ex-prefeito foi apreendido em seu apartamento. Ainda de acordo com Roberto Pessoa, a ação não foi comunicada para ele e tão pouco para o porteiro do prédio e familiares. "Eles não se identificaram nem para o porteiro. Entraram pelo elevador de serviço e entraram lá em casa. Vasculharam todo o apartamento e levaram um notebook meu. Nada contra o trabalho dos policiais, mas eram pelo menos ter avisado", disse.




Polícia também visitou outros locais




Roberto Pessoa também afirmou que, além da sua residência em Fortaleza, a Polícia Civil também fez buscas na Câmara Municipal de Maracanaú e na casa do vereador Miguel Martins (PR), seu primo. "Eles realizaram uma operação nestes dois locais. Levaram computadores e o que eles acharam de importante para as investigações", relatou.




Sobre a operação, Roberto Pessoa afirmou que se sentiu intimidado e ficou chateado, visto que, segundo o ex-prefeito, foi ele que foi vítima de espionagem. "A Polícia Civil está fazendo o trabalho dela. Respeito todos os oficiais, como o delegado e o Ministério Público do Ceará. Mas fui eu quem foi vítima de espionagem. Porque eles estão me investigando?", indagou o ex-prefeito de Maracanaú.




A reportagem tentou entrar em contato com delegado-geral do órgão, Luiz Carlos Dantas, mas as ligações não foram atendidas.




O caso




O deputado Eudes Xavier, na semana passada, utilizando o tempo da liderança do PT na Câmara Federal, afirmou ter recebido cópias de e-mails em que confirmariam a participação do governador Cid Gomes, do ex-ministro Ciro Gomes (PSB) e dos secretários Arialdo Pinho, da Casa Civil, e Francisco Bezerra, da Segurança Pública, em crimes de espionagem contra o ex-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, inclusive com a participação de uma empresa americana especializada em espionagem.




O governador Cid Gomes em visita à Assembléia Legislativa na última sexta-feira (6) negou o envolvimento dele e de todos citados no episódio.










Fonte: Diário do Nordeste
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PF instaura inquérito para apurar envolvimento de Lula com mensalão

A Polícia Federal instaurou na noite de ontem um inquérito para investigar se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve participação no escândalo do mensalão. A investigação ficará a cargo da delegacia de crimes financeiros.




Na semana passada, a Procuradoria da Republica do Distrito Federal havia determinado a abertura da investigação baseada no depoimento do operador do mensalão, o publicitário Marcos Valério.






Ex-presidente Lula em evento que aconteceu em SP




A PF fez uma análise da documentação enviada antes de abrir o inquérito, cuja portaria de instauração foi assinada ontem. O prazo inicial da investigação é de 30 dias. Se for necessário mais tempo, a Justiça terá que autorizar a prorrogação.




É a primeira vez que será aberto inquérito criminal para investigar se Lula atuou no mensalão.




No processo principal do escândalo, julgado no ano passado pelo Supremo, Lula não foi investigado. Ele prestou depoimento, por ofício, apenas na condição de testemunha chamada por diferentes réus do processo.




O depoimento de Valério foi dado à Procuradoria-Geral da República em setembro do ano passado, no meio do julgamento do mensalão.




Entre outras acusações, o publicitário afirmou que Lula, o ex-ministro Antonio Palocci e Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, negociaram repasse de US$ 7 milhões para o PT.




Valério afirmou que o ex-presidente e Palocci reuniram-se com Horta no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria o valor combinado para o PT.




O dinheiro seria usado em campanhas petistas e para comprar deputados, segundo Valério.




No pedido enviado à PF, a Procuradoria solicitou "diligências" para averiguar até a exata data do encontro citado por Valério. Não há ainda previsão de quando depoimentos serão tomados, segundo a Folha apurou.




O depoimento foi enviado para a primeira instância já que nenhum dos citados têm foro privilegiado.




A Procuradoria da Republica do DF analisou o depoimento de Valério e, a partir daí, abriu seis procedimentos criminais. Um desses procedimentos foi, agora, transformado em inquérito. Os outros são preliminares e podem ou não ser transformados em investigações policiais.




Condenado a 40 anos de prisão no julgamento do mensalão, Valério fez outras acusações no depoimento, como a de que Lula se beneficiou com recursos do esquema. O petista sempre negou.




Na sexta-feira, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou que "não há nova informação em relação às publicadas há cinco meses", quando o depoimento de Valério foi remetido à primeira instância. Lula não quis se pronunciar em viagem à Inglaterra esta semana.




Advogado do ex-ministro Palocci, José Roberto Batochio chamou o depoimento de Marcos Valério de "invencionice" e negou a existência do encontro no Planalto.










Fonte: Folha de S. Paulo
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REQUIÃO: MÍDIA CUMPRE 'COM MAESTRIA' PAPEL DE OPOSIÇÃO

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Senador Roberto Requião (PMDB-PR) reclama, em discurso, que a imprensa, especialmente a Folha de S.Paulo, "condena" as viagens internacionais realizadas pela presidente Dilma e pelo ex-presidente Lula, mas exalta quando elas são do tucano Fernando Henrique Cardoso, que, segundo o peemedebista, também tem viagens bancadas por empresas e ainda fala mal do país em suas palestras; em sua avaliação, a Folha "perdoa" tudo o que é feito pelo ex-presidente sociólogo, mas não dá o mesmo tratamento ao presidente torneiro mecânico
1 DE ABRIL DE 2013
Agência Senado - O senador Roberto Requião (PMDB-PR) criticou a mídia do país, em discurso nesta segunda-feira (1º), por condenar as viagens internacionais realizadas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que os jornais, principalmente a Folha de S. Paulo, reprovam as viagens do ex-presidente petista, mas exalta a mesma prática quando adotada pelo ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. A mídia, avaliou, tem cumprido "com maestria" seu papel de líder e guia da oposição no país.
- Há os escândalos reais, verdadeiros, que envolvem, por exemplo, os leilões da Agência Nacional do Petróleo, as concessões sem precedentes às empresas de telefonia, a monumental pizza que foi a CPI do Cachoeira, que nos impediu de lançar uma réstia de luz sobre o tenebroso mundo das empreiteiras, a privatização dos portos. Desses escândalos, desses atentados brutais à soberania brasileira a mídia e seu braço parlamentar não querem saber. Eles querem saber das viagens do Lula e da viagem da Dilma ao Vaticano - lamentou.
Requião leu na tribuna artigo publicado no dia 24 de março, no blog do jornalista Luís Nassif, em que o autor, Hugo Carvalho, lista as viagens internacionais de FHC e suas motivações. Sob o título de "As viagens de FHC e Lula e a escandalização seletiva", o texto aponta que o ex-presidente tucano tem feito viagens custeadas por grandes empresas beneficiadas em seu governo e, em suas palestras, fala mal do país.
De acordo com o artigo, empresas patrocinam palestras do líder político e contribuem com recursos para o instituto que leva seu nome e destina-se a preservar sua memória. Em contrapartida, afirma o texto, a presença do ex-presidente ajuda as empresas patrocinadoras a captar investimentos e ganhar mercados. Essas viagens, no entanto, ressaltou Requião, ganham na grande mídia repercussão diferente das viagens feitas pelo ex-presidente Lula.
- A Folha sugere ao Ministério Público que promova uma ação para alguém devolver gastos indevidos com horas extras de motoristas e deslocamento de funcionários nas embaixadas por onde Lula passou. Mas não se comove com o fato de a estatal paulista Sabesp ter pingado R$ 500 mil na caixinha do Instituto FHC – disse Requião, citando parte do texto publicado no site de Luís Nassif.
O artigo lido pelo senador ressalta ainda que Fernando Henrique, em suas palestras, tem feito críticas duras à política econômica adotada no país. O ex-presidente teria dito durante as viagens que a corrupção cresceu no Brasil, que baixar a taxa de juros pode ter consequências negativas para o país e que avanços implementados em sua gestão não estariam tendo continuidade. A propaganda do país no exterior, então, estaria sendo mais negativa do que positiva.
Na avaliação do senador, a Folha "perdoa" tudo o que é feito pelo ex-presidente sociólogo, mas não dá o mesmo tratamento ao presidente torneiro mecânico. Seria "o medo da aristocracia brasileira do crescimento das classes mais pobres, promovido pelo Lula e ampliado pela presidente Dilma".Brasil 247
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